|
 |
DJ
Focka...born a rocker die a rocker! |
São
Paulo é sem dúvida a capital brasileira
do rock alternativo e é na paulicéia desvairada
que a cena underground entra em ebulição.
Mas o que faz a cena underground ser uma cena? A cena
é feita por pessoas, bandas, grupos, conceitos,
tendências, estilos, moda, tudo isso e muito som,
ao comando de um bom DJ!
Sempre
antenado com a cena underground e alternativa da noite
paulistana, o DJ Focka começou a desbravar os
grotões das casas noturnas da cidade ainda no
começo dos anos 90, se tornando um verdadeiro
bandeirante nessa busca alucinante pela popularização
do rock alternativo.
Focka começou a tocar como DJ na casa noturna
Broadway, ainda em 1992, comandando as pick ups aos
domingos, ao lado do DJ Adriano(residente). |
|
 |
|
Na
Broadway Focka ficou pouco mais de um ano, mas desde aqueles
tempos já começava a rodar em suas pick ups
sons de bandas até então desconhecidas do grande
público e bem alternativas, como Sonic Youth, Mudhoney,
Nirvana, Lemonheads. Um tempo marcado pela era de ouro do
grunge. Intercalando sets dessas bandas, Focka sempre rolava
clássicos de suas bandas preferidas do punk rock, como
The Exploited, Ramones, Sham 69, The Clash, Sex Pistols, Cockney
Rejects, etc..
Depois do início na Broadway, Focka começou
a trabalhar como DJ, de 1993 a 1995, nos famosos redutos góticos
(ou darks) de Sampa, tocando(com suas bandas), e sempre frequentando
casas renomadas como Retrô, Hoellish, Der Temple, Cais,
Urbania, Television e Madame Satã. Nessa fase, além
de DJ, Focka também
tocou em algumas bandas como Shifts, Dualid Express, Tomate,
Press Darlings e a clássica e cultuada I Love Miami. |
1996
e 1997 - começa a história "podre"
da Vila Madalena...
A
convite de um cara bastante conhecido na noite, chamado Positive,
Focka começou a atuar como DJ residente na lendária
casa Torre do Dr. Zero, ao lado do DJ Bispo e do próprio
Positive. Começava então a mudança radical
no som que a cena underground costumava a ouvir naquela época.
Em pouco tempo a Vila Madalena, que sempre foi notória
pela presença constante de outras tribos, como os hippies,
que viviam sentados na calçada, tocando Raul Seixas,
começava a ser invadida por psychos, skaters, skinheads,
punks e aquela nova safra do hardcore, que estava nascendo,
que depois viria a ser chamada de "99". Em menos
de um ano, Focka passou a ser o encarregado da produção
e programação da noite de sábado, como
escolha das bandas, dos DJs convidados, etc.. E apesar daquele
inesquecível palco, que mais parecia uma gaveta enfiada
em cima de uma torre, onde todos tinham medo de cair, a noite
de sábado deslanchou e passou a rolar numa boa. Nessa
mesma época também existia o bar Borracharia,
onde Focka também era DJ na tradicional festa "Kill
Ex Boyfriend", convidado pelo amigo e também DJ
Tchelo. Esta festa sempre foi um must na cidade e o Borracharia
tornou-se um dos principais points do rock alternativo. |
São
Paulo é sem dúvida a capital brasileira
do rock alternativo e é na paulicéia desvairada
que a cena underground entra em ebulição.
Mas o que faz a cena underground ser uma cena? A cena
é feita por pessoas, bandas, grupos, conceitos,
tendências, estilos, moda, tudo isso e muito som,
ao comando de um bom DJ!
Sempre
antenado com a cena underground e alternativa da noite
paulistana, o DJ Focka começou a desbravar os
grotões das casas noturnas da cidade ainda no
começo dos anos 90, se tornando um verdadeiro
bandeirante nessa busca alucinante pela popularização
do rock alternativo. |
|
 |
|
Focka
começou a tocar como DJ na casa noturna Broadway, ainda
em 1992, comandando as pick ups aos domingos, ao lado do DJ
Adriano(residente).
Voltando
à Torre do Dr. Zero, Focka conseguiu a proeza de levar
para aquele palco assimétrico nomes que foram e ainda
são pesos pesados na cena rock paulistana e nacional,
como Pin Ups, Jupiter Maça, Charts, I love Miami, Gritando
HC, Bling Pigs, CPM 22, Inkoma (antes de virar Pitty), Hateen,
Lambrusco Kids, Againe, Forgotten Boys, Dominatrix, Laboratório,
Objeto Amarelo, Holly Tree, Street Bulldogs, Autoramas, Pullovers,
entre uma tonelada de outras bandas, muitas que nem existem
mais hoje em dia.
Por
volta de setembro/outubro de 2000 a Torre do Dr. Zero fecha.
Deixando aqueles que trabalhavam lá, inclusive o DJ
Focka, órfãos e combalidos com o fim da balada
mais legal dos sábados de Sampa. |
Eis
que chega então o ano 2001...e com a entrada do novo
milênio, a saga continua!
Também a convite de Positive (ex-Torre), Focka
é chamado para ser DJ da casa noturna Juke Joint, que
fica na Rua Frei Caneca, no bairro da Bela Vista, São
Paulo. Alí naquele novo point, um pub encravado num
porão escuro, já funcionava desde os anos 70
uma casa chamada Sanja, que era um ponto de encontro dos amantes
do Jazz & Blues. Pelo Sanja passaram várias energias
musicais, como a banda do Jô Soares, Hermeto Pascoal,
além de grandes nomes da música nacional.
Mas
o Sanja faliu e em seu lugar nasceu a Juke Joint. Focka começava
então a a divulgar seu novo local de trabalho, especialmente
a noite "Subjazz", criada por ele e que virou cult
nas noites de sábado. Logo no segundo sábado
após a reabertura da casa, tocaram as bandas Marshmellow
Pies e Geeks.
Desde aquele dia a casa ficou novamente marcada pelo público
bem característico do underground e da cena alternativa
paulistana, que parecia seguir e acompanhar os passos do DJ
Focka por onde quer que ele fosse.
A noite Subjazz se estabelece então como uma balada
forte dos sábados da capital paulista. Focka fica como
DJ residente e também a cargo da produção
da noite (escolha das bandas, DJs convidados, etc). O projeto
original Subjazz serviu de inspiração para muitas
outras casas noturnas, que começaram a adotar o mesmo
esquema de bandas + DJs. Só que na Juke Joint o espirito
é unico, pois a localização geográfica,
aquele porão escuro, o centro da cidade, o underground
e a grande "química" estão só
ali mesmo. Mais de três anos se sepassaram, muitas bandas
debutaram ali naquele porão, nomes como Borderlinerz,
M.Knox Music,Maleducados além de outros nomes já
consagrados no circuito nacional e internacional, tais como
Grenade, Butchers Orchestra, WRY, Walverdes, Wander Wildner,
Watts (USA), The Krents, Krapullas, Dance os Days, Paura,
GBH (UK), Jerk Yard, Ultrasom, Queers (EUA), Inocentes, Os
Excluídos, Molotov Cocktail(USA),Discarga, Guitar Gangsters
(UK), Periferia S/A (RDP original), Invasores de Cérebros,The
Lurkers (UK), Polara, 7 Magnificos, Motosierra (Uruguai),
Coronados, She Devils (Argentina) Raw Cats e tantas outras
bandas que formos mencionar aqui ficaremos sem espaço!
Só para se ter uma idéia, nestes três
anos, até novembro de 2004 foram somados 974 shows
na Juke Joint, uma marca incrível!!!
No ano de 2002 foi inaugurada na rua Bela Cintra em São
Paulo a nova casa noturna Funhouse, que logo virou ponto cultuadíssimo
na cena alternativa e underground na cidade. Marcelo, proprietário
da casa, fez questão de convidar os DJs Focka e Tchelo
(que na ápoca fazia o noite LAMF- no bar Orbital).
Parceiros de longa data, Focka e Tchelo faziam discotecagens
esporádicas um na festa do outro. Ora no bar Borracharia,
ora na Torre, ora no Orbital, ora no SubJazz. Foi daí
que nasceu a idéia de juntar os dois DJs juntos na
mesma noite. Era criada então a noite Strike, que há
mais de dois anos é a balada obrigatória às
quintas-feiras. São Paulo inteiro já passou
por lá, com muitas filas, lotação máxima
e gente prá fora da casa todas as quintas!
Focka foi também DJ em todas as edições
do projeto SAMB (Skate Arte e Música Beneficente),
uma festa em prol das crianças carentes, que rolava
no na casa noturna KVA. Neste projeto tocaram bandas como
Ratos de Porão, Hateen, Garage Fuzz e outras mais.
Outro projeto em que Focka foi DJ foi o SAMPA ROCK, evento
gigantesco organizado pelo pela casa de shows Hangar 110,
onde rolou o inesquecível show de Cólera e Olho
Seco juntos, duas bandas lendárias do punk brasileiro! |
No ano de 2003 Focka foi convidado, através do
site Portal do Rock (www.portaldorock.com.br) para fazer
parte da equipe do site que faria a cobertura do maior
festival punk rock da Terra, o HITS - Holidays in The
Sun, que acontece todos os anos no norte da Inglaterra,
na cidade de Morecombe. Focka ficou a cargo do registro
fotográfico do festival e também foi convidado
pelos organizadores do HITS para ser DJ no principal
palco do festival, o Market Arena, onde tocaram bandas
como The Damned, The Boys, Cock Sparrer, UK Subs, Vice
Squad, Anti Nowhere League, GBH, 999, The Adicts, Slaughter
& The Dogs, The Business, entre outras. Focka inovou
e surpreendeu como DJ neste festival inglês, tocando
em seu set apenas clássicos do punk rock e hardcore
brasileiro. O público gostou e os organizadores
elogiaram muito e Focka foi convidado para retornar
agora em 2005, na nova versão do festival, chamada
WASTED, que acontece na mesma cidade inglesa. |
|
 |
|
Em
2004 Focka foi o DJ oficial do Punk Rock Invasion, a maior
turnê internacional itinerante já realizada no
Brasil, com as bandas GBH (UK) e The Queers (EUA), tocando
em diversas cidades do Brasil, ao lado de bandas nacionais
de renome. Este festival único foi produzido pelo selo
e produtora Ataque Frontal e Portal do Rock.
Ser
um DJ numa cena underground e alternativa com as caractéristicas
da cena brasileira, não é tarefa das mais fáceis.
Primeiro porque o DJ tem que ter antes de tudo um senso muito
grande de responsabilidade, conhecer bem a cena, as pessoas,
para não deixar a desejar e frustar seu público.
Focka é um DJ eclético, curte diversas vertentes
do rock e é capaz de fazer pular e dançar tribos
de todos os tipos, com seus sets bem escolhidos. Mas sua marca
registrada é a originalidade, além da simplicidade
de como ele desenvolve seu trabalho, sempre em contato com
todo mundo, bandas, público e a cena em geral. Focka
é sem dúvida o DJ mais cult e respeitado da
cena alternativa e underground brasileira na atualidade. |
Marcio
Faveri
(editor do Portal do Rock e vocalista do Lambrusco Kids)
|
|
 |
|
|
|